Todos os anos, passamos por diversos períodos voltados à imunização da população por meio das vacinas. Essas campanhas buscam promover a conscientização e ampliar o conhecimento sobre a importância da vacinação na prevenção da proliferação de vírus e doenças, como aconteceu recentemente com a COVID-19.
Contudo, surge uma dúvida frequente no meio oncológico: pacientes que estão em tratamento contra o câncer podem se vacinar? A resposta é simples: não só podem, como devem.
Durante a quimioterapia, as defesas do organismo diminuem, já que os medicamentos agem para destruir células que se multiplicam rapidamente, como as células do câncer. Nessa batalha, algumas células saudáveis do nosso corpo também são afetadas, o que influencia a imunidade e a capacidade de proteção do organismo.
As vacinas entram em cena como ferramentas de manutenção das nossas defesas, preparando o organismo para combater determinadas doenças antes mesmo do contato real com o agente causador, como é o caso das vacinas contra a influenza, a COVID-19 e as doenças pneumocócicas, entre outras.
Contraindicações
Entretanto, nem todas as vacinas são indicadas durante o período de tratamento. As conhecidas como de “organismos vivos”, como as vacinas contra febre amarela, varicela e sarampo, contêm microrganismos atenuados e, por isso, podem não ser seguras para pacientes com a imunidade comprometida, já que o organismo pode não conseguir controlar adequadamente esse agente.
Diante disso, surge a necessidade de consultar o médico antes de se vacinar, para avaliar a indicação e possíveis contraindicações. Além disso, é importante definir a melhor janela para a imunização, levando em conta o tipo de tratamento e o momento em que ele está sendo realizado. Vacinas salvam vidas e são uma das principais ferramentas para os cuidados com sua saúde e do bem-estar.
Por Dra. Patrícia Amorim – CRM/AL 2710 | RQE 1109


